Odontologia Minimamente Invasiva
0
comentários
Dr. Artur José Carreira
-
Antigamente, a Odontologia se concentrava em técnicas mutilantes, onde a exodontia era a única opção terapêutica. Posteriormente, as cáries eram tratadas por excisão cirúrgica e estruturas dentais sadias eram sacrificadas para superar a deficiência das técnicas operatórias e materiais restauradores disponíveis. Especialmente, a partir do advento da técnica adesiva nos últimos 25 a 30 anos, está havendo uma conscientização da necessidade de preservar ao máximo as estruturas dentais sadias durante os procedimentos restauradores.
O conhecimento detalhado da estrutura e biologia dos tecidos dentários e do processo carioso, e o impressionante avanço tecnológico traduzido em novos instrumentos, materiais e técnicas adesivas, permitem que os profissionais procedam de maneira minimamente invasiva. Nessa nova abordagem, a cárie dentária deve ser tratada como uma condição infecciosa e não como o produto final dela.
O termo Minimamente Invasivo (MI) é um conceito relativamente novo e vem ganhando reconhecimento internacional. Consiste em cinco elementos básicos no manejo da cárie dentária: identificações dos fatores de risco em nível individual, implementação de estratégias preventivas individuais, remineralização de lesões não cavitadas, intervenção cirúrgica mínima em lesões cavitadas e reparo de restaurações defeituosas.
O objetivo da Dentística Restauradora do século XXI deve ser impedir ou prevenir às lesões inicias, portanto, os planos de tratamentos modernos devem estar focados no controle da doença. O Cirurgião-Dentista deve direcionar-se à difícil tarefa de educação dos pacientes sobre o processo da doença e o valor da prevenção e remineralização das cáries.
A Odontologia Minimamente Invasiva abrange três campos básicos de aplicação: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento.
Autora: Mariana Trigueiro Viana Batista
Leia mais...
O conhecimento detalhado da estrutura e biologia dos tecidos dentários e do processo carioso, e o impressionante avanço tecnológico traduzido em novos instrumentos, materiais e técnicas adesivas, permitem que os profissionais procedam de maneira minimamente invasiva. Nessa nova abordagem, a cárie dentária deve ser tratada como uma condição infecciosa e não como o produto final dela.
O termo Minimamente Invasivo (MI) é um conceito relativamente novo e vem ganhando reconhecimento internacional. Consiste em cinco elementos básicos no manejo da cárie dentária: identificações dos fatores de risco em nível individual, implementação de estratégias preventivas individuais, remineralização de lesões não cavitadas, intervenção cirúrgica mínima em lesões cavitadas e reparo de restaurações defeituosas.
O objetivo da Dentística Restauradora do século XXI deve ser impedir ou prevenir às lesões inicias, portanto, os planos de tratamentos modernos devem estar focados no controle da doença. O Cirurgião-Dentista deve direcionar-se à difícil tarefa de educação dos pacientes sobre o processo da doença e o valor da prevenção e remineralização das cáries.
A Odontologia Minimamente Invasiva abrange três campos básicos de aplicação: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento.
Autora: Mariana Trigueiro Viana Batista
O que e check-up?
O que é Check-up?É um conjunto de exames realizado periodicamente, utilizando-se de diversas tecnologias, com a finalidade de diagnosticar precocemente o aparecimento de doenças.
O que deve ser feito em um check-up periódico é individualizado, levando-se em conta sexo, idade, ocupação, hábitos e antecedentes de cada paciente. Esses dados também ajudam a definir de quanto em quanto tempo o check-up deve ser realizado em cada caso.
O que é Check-up Preventivo Digital?
O Check-up Preventivo Digital é um exame realizado através da captura de imagens por uma câmera intra-oral de alta definição e de radiografias digitais.
A imagem obtida pode ser aumentada em até 60 vezes, mantendo sua qualidade, o que permite, por exemplo, analisar detalhadamente um dente e encontrar uma pequena infiltração ou o início de uma cárie antes mesmo que possam ser detectadas a olho nu ou mesmo através de uma radiografia. Obviamente não se dispensa o exame clínico ou radiológico durante a realização do check-up.
Após a captura das imagens de todos os dentes, cada uma delas é analisada minuciosamente, com o intuito de encontrar vestígios de início de uma doença.
Após o diagnóstico, é realizado um laudo, apontando todos os problemas encontrados, bem como um plano de tratamento.
O paciente recebe um CD com todas as imagens realizadas no Check-up Preventivo Digital e as mesmas também ficam armazenadas na clínica, para posterior acompanhamento da evolução de cada caso, visando o controle da saúde bucal do paciente.
Qual a importância de se realizar um Check-up Preventivo Digital?
Ninguém gosta de ficar doente. O preço que se paga é sempre alto. E não é só de remédios e internações que esse preço é feito, há os custos sociais, psicológicos, familiares, trabalhistas, físicos e outros mais.
Quem já teve uma dor de dente, por mais simples que possa parecer, sabe o quanto custa uma doença. Normalmente o alarme é soado à noite, num fim de semana, numa viagem de férias... e o transtorno está estabelecido.
Será que isso não poderia ser evitado?
Certamente que sim! A melhor aplicação para o dito popular: “É melhor prevenir do que remediar”, é mesmo na área da saúde.
Através da realização do Check-up Preventivo Digital, todo esse sofrimento pode ser evitado, pois ele permite a detecção do aparecimento de uma doença antes mesmo que ela possa apresentar os sintomas de sua existência. Sendo assim, é possível, intervir antes de passar por situação de dor e sofrimento. O tratamento acontece de forma precoce, sem traumas, com custo mais baixo e a saúde é mantida sob controle.
Obviamente, não se pode evitar o surgimento de uma doença, mas o seu diagnóstico precoce permite um tratamento com melhores resultados e controle sobre a doença.
O que é melhor, trabalhar no sentido de manter a saúde, ou esperar a doença aparecer e se estabelecer, com todos seus sinais e sintomas, para então trata-la? A atitude mais sensata é sempre eliminar o problema em sua origem, em qualquer situação.
Cuidado com os dentes e a boca
As cáries
As cáries não são um problema apenas das crianças; elas podem aparecer em qualquer idade, desde que a pessoa tenha dentes naturais. Os resíduos de alimentos e os microorganismos da boca acabam formando a chamada placa dental, uma camada que fica sobre os dentes. Os microorganismos destroem o esmalte dos dentes, provocando as cáries. Para proteger os dentes, as aplicações de flúor são uma boa alternativa. Usar um creme dental com flúor, escovar os dentes corretamente e usar o fio dental ajudam a manter a saúde bucal. Pergunte ao seu dentista como fazer a escovação correta e qual o melhor creme a ser utilizado. No caso dos idosos, a diminuição da saliva em razão de medicamentos também pode provocar cáries, pois a saliva tem as funções de lavar os dentes, de inibir o crescimento bacteriano e de diminuir a acidez bucal.
As gengivas
As infecções nas gengivas podem chegar aos ossos que sustentam os dentes. Quando a placa dental permanece no dente por muito tempo, forma uma camada dura, que não pode ser limpa com a escova de dentes. Essa camada acaba inflamando a gengiva, causando sangramentos, o que é chamado de gengivite. Se não for tratada a tempo, a gengiva pode formar pequenas bolsas sobre os dentes, afetando o tecido que os sustenta, o que, em um caso extremo, pode levar à perda dos dentes.
Dicas para prevenir os problemas nas gengivas.
Próteses (dentaduras)
Nos primeiros dias de uso, as dentaduras podem ser incômodas para a pessoa. Para reduzir o desconforto, os dentistas recomendam que, nesses períodos, o paciente coma alimentos macios e não pegajosos, corte a comida em pedaços pequenos e masti-gue-a lentamente, usando os lados da boca (leia o capítulo sobre alimentação). Quem usa dentadura pode ficar com a boca mais sensível a alimentos e líquidos quentes. Também é preciso cuidado, pois é menor a sensibilidade à presença de corpos estranhos, como ossos, por exemplo.
É indispensável fazer a manutenção da dentadura para que ela dure mais. É preciso limpar e retirar os alimentos da prótese, pois eles podem manchá-la, além de causar mau hálito e inflamação das gengivas. Uma vez por dia, escove a dentadura, de preferência com produtos especiais para tirar as impurezas, e, antes de dormir, tire-a e coloque-a na água ou em um líquido para limpeza. As recomendações valem também para as dentaduras parciais.
Implantes dentários
Eles são pequenas peças de metal colocadas na mandíbula para sustentar dentes falsos ou dentaduras parciais. Cabe ao dentista avaliar se o paciente pode ou não fazer o implante. Isso depende de um exame dental e médico. As gengivas do paciente devem estar saudáveis e o maxilar precisa ter capacidade de suportar os implantes
Fonte: http://www.serasaexperian.com.br/guiaidoso/59.htm
Leia mais...
As cáries não são um problema apenas das crianças; elas podem aparecer em qualquer idade, desde que a pessoa tenha dentes naturais. Os resíduos de alimentos e os microorganismos da boca acabam formando a chamada placa dental, uma camada que fica sobre os dentes. Os microorganismos destroem o esmalte dos dentes, provocando as cáries. Para proteger os dentes, as aplicações de flúor são uma boa alternativa. Usar um creme dental com flúor, escovar os dentes corretamente e usar o fio dental ajudam a manter a saúde bucal. Pergunte ao seu dentista como fazer a escovação correta e qual o melhor creme a ser utilizado. No caso dos idosos, a diminuição da saliva em razão de medicamentos também pode provocar cáries, pois a saliva tem as funções de lavar os dentes, de inibir o crescimento bacteriano e de diminuir a acidez bucal.
As gengivasAs infecções nas gengivas podem chegar aos ossos que sustentam os dentes. Quando a placa dental permanece no dente por muito tempo, forma uma camada dura, que não pode ser limpa com a escova de dentes. Essa camada acaba inflamando a gengiva, causando sangramentos, o que é chamado de gengivite. Se não for tratada a tempo, a gengiva pode formar pequenas bolsas sobre os dentes, afetando o tecido que os sustenta, o que, em um caso extremo, pode levar à perda dos dentes.
Dicas para prevenir os problemas nas gengivas.
- Escove os dentes e use o fio dental pelo menos uma vez por dia.
- Visite regularmente seu dentista para fazer uma revisão e a limpeza dos dentes.
- Tenha uma dieta balanceada.
- Evite o cigarro.
Próteses (dentaduras)
Nos primeiros dias de uso, as dentaduras podem ser incômodas para a pessoa. Para reduzir o desconforto, os dentistas recomendam que, nesses períodos, o paciente coma alimentos macios e não pegajosos, corte a comida em pedaços pequenos e masti-gue-a lentamente, usando os lados da boca (leia o capítulo sobre alimentação). Quem usa dentadura pode ficar com a boca mais sensível a alimentos e líquidos quentes. Também é preciso cuidado, pois é menor a sensibilidade à presença de corpos estranhos, como ossos, por exemplo.
É indispensável fazer a manutenção da dentadura para que ela dure mais. É preciso limpar e retirar os alimentos da prótese, pois eles podem manchá-la, além de causar mau hálito e inflamação das gengivas. Uma vez por dia, escove a dentadura, de preferência com produtos especiais para tirar as impurezas, e, antes de dormir, tire-a e coloque-a na água ou em um líquido para limpeza. As recomendações valem também para as dentaduras parciais.
Implantes dentários
Eles são pequenas peças de metal colocadas na mandíbula para sustentar dentes falsos ou dentaduras parciais. Cabe ao dentista avaliar se o paciente pode ou não fazer o implante. Isso depende de um exame dental e médico. As gengivas do paciente devem estar saudáveis e o maxilar precisa ter capacidade de suportar os implantes
Fonte: http://www.serasaexperian.com.br/guiaidoso/59.htm
Estetica Dental
|
Seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas cidades, é cada vez mais comum observar-se academias e clínicas de estética cada vez mais lotadas. Dentro deste contexto, é natural que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral.
![]() | ![]() | . . | ![]() | ![]() |
antes
(amálgama) |
depois
(resina) |
dente
fraturado |
dente
restaurado c/ resina |
O clareamento dental visa a recuperação da cor original dos dentes, perdida em algum momento durante a vida em decorrência de vários fatores. Serve também simplesmente para promover um branqueamento dos dentes originalmente mais escurecidos.
A utilização de agentes clareadores nos dentes já ultrapassa um século, e com o desenvolvimento de novos materiais, tem se mostrado um meio cada vez mais eficaz e seguro de se obter uma estética dental satisfatória.
Existem basicamente dois tipos de clareamento dental:
- Clareamento caseiro
- Clareamento no consultório
No clareamento realizado no consultório, o dentista irá aplicar sobre os dentes um agente químico oxidante bem mais potente. Durante a aplicação, a gengiva, lábios e bochechas são protegidos de forma que o clareador não provoque queimaduras. Sobre o clareador é aplicada uma fonte de energia ativadora que pode ser luz halógena ou determinados tipos de laser que irão promover uma intensificação do clareamento. Dessa forma, o clareamento é realizado em apenas uma sessão.
Tenho restaurações escuras (metálicas) nos dentes posteriores. Vale a pena trocá-Ias por restaurações de cor branca ou da cor dos dentes?
A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, "por uma branca", pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos).
Quais os materiais que podem ser utilizados na troca de uma restauração metálica por uma estética?
Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o modelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.
As restaurações em amálgama são realmente tóxicas e, por isso, devem ser trocadas?
Existe muita discussão sobre o poder tóxico do mercúrio nas restaurações de amálgama. Provou-se que o aumento dos níveis de mercúrio no sangue e na urina pode estar associado à presença dessas restaurações, embora nenhum trabalho tenha conseguido relacionar o desenvolvimento de doenças sistêmicas causadas por mercúrio em pacientes com as restaurações de amálgama.
Quais são o melhor material e a melhor técnica?
Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.
No momento da troca de uma restauração, é necessário um desgaste maior do dente?
Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente uma certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.
Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?
Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.
Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?
O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa desse esmalte manchado para se conseguir uma perfeita solução estética.
Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?
A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.
Referência: Odontologika / Dr. Roberto Mariani www.perioimplantes.com.br
Foto gentilmente cedida pela modelo e paciente Tathiana Mancini.
Dr. Roberto Mariani - Periodontia
Clínica: Alameda dos Jurupis, 455 cj.44 - Moema - São Paulo-SP / Fone:_5041-0777
Fonte: http://odontologika.uol.com.br/estetica.htm
Selante: o dente blindado contra o perigo da doenca carie
Os dentes posteriores, aqueles situados no fundo da boca, lá atrás, são, pela ordem, de trás para a frente: os molares, presentes na dentição de leite e na permanente, e os pré-molares, que existem apenas na dentição permanente.
Esses dentes têm um formato mais achatado e, na superfície oclusal, isto é, na região onde mastigamos, mordemos e trituramos os alimentos, existem pontas, chamadas cúspides, cercadas de muitas ranhuras, reentrâncias e depressões, denominadas fissuras ou fóssulas.
Nos molares decíduos, ou de leite, as fissuras são mais largas que as encontradas nos molares permanentes, estas estreitas e mais profundas.
Com muita facilidade, a placa bacteriana e os restos alimentares se depositam nesta região acidentada e irregular, acumulam-se e ficam ali retidos.
Ao escovar os dentes, as cerdas da escova, que são maiores que esses sulcos, não conseguem penetrá-los, não alcançam o seu fundo e, como conseqüência, não removem os resíduos dessa área.
O primeiro molar permanente, conhecido como “molar dos seis anos”, deve ser bem observado neste aspecto, uma vez que possui fóssulas e fissuras muito pronunciadas, estreitas e profundas. Esses dentes nascem atrás do último molar de leite, lá no fundo da cavidade bucal, numa época em que a boca da criança ainda é pequena e numa fase em que a criança ainda não adquiriu um controle efetivo da escovação.
Assim, são dentes que ficam prejudicados na higienização, passando a ser mais susceptíveis à lesão da doença cárie, que se inicia exatamente nesta região irregular das fissuras. Tanto é verdade, que o primeiro molar permanente é um dente que, na maioria das pessoas, apresenta-se restaurado, com canal tratado, muitas vezes até extraído.
Da "odontotomia profilática" até o selante
Antigamente, no início do século passado, era comum adotar-se um procedimento denominado “odontotomia profilática”, um nome esquisito, que queria dizer algo oposto às conveniências, ou seja, a proposta de se remover todas as fissuras e fóssulas, com auxílio de uma broca, de maior tamanho, fazendo-se uma cavidade no dente e colocando-se ali um material obturador, que, na época, era uma liga metálica, o famoso amálgama de prata.
A ciência odontológica, com o passar dos anos, buscou uma substância capaz de permear por entre as fissuras, sem danificar o tecido dental, calafetando e vedando as fendas, obliterando-as, de maneira a formar uma película protetora, protegendo o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana e, finalmente, impedindo a instalação de lesões da doença cárie.
Foi, então, que se chegou ao atual “selante”. Material plástico transparente, branco ou matizado, usado para "pincelar" as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), e trabalhar a favor de sua proteção, resguardando-o como uma barreira ou uma película protetora, enquanto reveste e cobre a superfície mastigatória dos dentes, para facilitar a sua limpeza e reduzir o risco da doença cárie.
Quem pode e deve se valer dessa útil ferramenta?
As crianças são muito beneficiadas pelo uso dos selantes, que são aplicados naqueles dentes que recém erupcionaram. São recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em cidade com água fluoretada, porque a ação do flúor é mais efetiva nas superfícies lisas do dente e o selante age na região das fissuras.
A aplicação do selante é um procedimento simples: um material que escoa e penetra nas fissuras e ranhuras do esmalte dentário. No entanto, deve ser aplicado após uma cuidadosa limpeza e requer adequado controle do campo, para que os dentes estejam bem secos, antes da aplicação.
Além das crianças, seu uso é recomendado a adolescentes e adultos sem disciplina alimentar, que consomem substâncias açucaradas e guloseimas, que utilizam medicamentos, que diminuem o fluxo salivar ou que apresentam mancha pré-cariosa nos sulcos e fissuras, pois são pessoas que tendem a alto risco de cárie e que também podem ser beneficiadas pela aplicação de selantes.
Dentes com sulcos e ranhuras rasas, que permitam a limpeza com a escova, a princípio, não necessitam de selantes, ficando a critério do profissional dentista a sua indicação.
Por fim, há de se observar um detalhe da maior importância: mesmo que o dente tenha recebido a proteção do selante, não estará livre do perigo da cárie para sempre. Isso porque, durante a mastigação, pode ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e, mesmo por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica pelo dentista, que determinará se é necessária a sua reaplicação.
Não deixe de perguntar ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores
Referências
Profª. Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo - odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - cirurgião buco-maxilo-facial.
Fonte: http://odontologika.uol.com.br/selante.htm
Leia mais...
Esses dentes têm um formato mais achatado e, na superfície oclusal, isto é, na região onde mastigamos, mordemos e trituramos os alimentos, existem pontas, chamadas cúspides, cercadas de muitas ranhuras, reentrâncias e depressões, denominadas fissuras ou fóssulas.
Nos molares decíduos, ou de leite, as fissuras são mais largas que as encontradas nos molares permanentes, estas estreitas e mais profundas.
Com muita facilidade, a placa bacteriana e os restos alimentares se depositam nesta região acidentada e irregular, acumulam-se e ficam ali retidos.
Ao escovar os dentes, as cerdas da escova, que são maiores que esses sulcos, não conseguem penetrá-los, não alcançam o seu fundo e, como conseqüência, não removem os resíduos dessa área.
O primeiro molar permanente, conhecido como “molar dos seis anos”, deve ser bem observado neste aspecto, uma vez que possui fóssulas e fissuras muito pronunciadas, estreitas e profundas. Esses dentes nascem atrás do último molar de leite, lá no fundo da cavidade bucal, numa época em que a boca da criança ainda é pequena e numa fase em que a criança ainda não adquiriu um controle efetivo da escovação.
Assim, são dentes que ficam prejudicados na higienização, passando a ser mais susceptíveis à lesão da doença cárie, que se inicia exatamente nesta região irregular das fissuras. Tanto é verdade, que o primeiro molar permanente é um dente que, na maioria das pessoas, apresenta-se restaurado, com canal tratado, muitas vezes até extraído.
Da "odontotomia profilática" até o selante
Antigamente, no início do século passado, era comum adotar-se um procedimento denominado “odontotomia profilática”, um nome esquisito, que queria dizer algo oposto às conveniências, ou seja, a proposta de se remover todas as fissuras e fóssulas, com auxílio de uma broca, de maior tamanho, fazendo-se uma cavidade no dente e colocando-se ali um material obturador, que, na época, era uma liga metálica, o famoso amálgama de prata.
A ciência odontológica, com o passar dos anos, buscou uma substância capaz de permear por entre as fissuras, sem danificar o tecido dental, calafetando e vedando as fendas, obliterando-as, de maneira a formar uma película protetora, protegendo o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana e, finalmente, impedindo a instalação de lesões da doença cárie.
Foi, então, que se chegou ao atual “selante”. Material plástico transparente, branco ou matizado, usado para "pincelar" as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), e trabalhar a favor de sua proteção, resguardando-o como uma barreira ou uma película protetora, enquanto reveste e cobre a superfície mastigatória dos dentes, para facilitar a sua limpeza e reduzir o risco da doença cárie.
Quem pode e deve se valer dessa útil ferramenta?
As crianças são muito beneficiadas pelo uso dos selantes, que são aplicados naqueles dentes que recém erupcionaram. São recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em cidade com água fluoretada, porque a ação do flúor é mais efetiva nas superfícies lisas do dente e o selante age na região das fissuras.
A aplicação do selante é um procedimento simples: um material que escoa e penetra nas fissuras e ranhuras do esmalte dentário. No entanto, deve ser aplicado após uma cuidadosa limpeza e requer adequado controle do campo, para que os dentes estejam bem secos, antes da aplicação.
Além das crianças, seu uso é recomendado a adolescentes e adultos sem disciplina alimentar, que consomem substâncias açucaradas e guloseimas, que utilizam medicamentos, que diminuem o fluxo salivar ou que apresentam mancha pré-cariosa nos sulcos e fissuras, pois são pessoas que tendem a alto risco de cárie e que também podem ser beneficiadas pela aplicação de selantes.
Dentes com sulcos e ranhuras rasas, que permitam a limpeza com a escova, a princípio, não necessitam de selantes, ficando a critério do profissional dentista a sua indicação.
Por fim, há de se observar um detalhe da maior importância: mesmo que o dente tenha recebido a proteção do selante, não estará livre do perigo da cárie para sempre. Isso porque, durante a mastigação, pode ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e, mesmo por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica pelo dentista, que determinará se é necessária a sua reaplicação.
Não deixe de perguntar ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores
Referências
Profª. Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo - odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - cirurgião buco-maxilo-facial.
Fonte: http://odontologika.uol.com.br/selante.htm
Sponsor
Carreira
- Dr. Artur José Carreira
- São Paulo, Butantã, Brazil
- Graduado e especializado pela USP, clínico há 25 anos, mestre,professor por 12 anos da UCCB, ministrador da APCD,professor de pós graduação e especialização.









