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Diastema: dente separado é charme ou problema bucal?

Na infância os dentes separados não comprometem a saúde bucal na maioria dos casos, depois disso, precisa de tratamento

Diastema, também conhecido como “dentes separados”, é o espaço entre dois dentes (na maioria dos casos, nos dois superiores da frente) que algumas pessoas acham defeito estético e outras um verdadeiro charme. 
O diastema, que na verdade pode ocorrer em qualquer lugar da arcada superior ou inferior, nem sempre é sinal de problemas com a saúde bucal. “Se o diastema for nos dois dentes da frente, geralmente não há problemas para a saúde bucal e a indicação do tratamento vai depender da necessidade estética ou do comprometimento da dicção”, diz Patrícia de Freitas, professora do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP.
Agora, se o diastema for nos dentes posteriores, que têm a função de mastigação, o problema deixa de ser estético e passa a ser perigoso para a saúde da boca. Isso porque o espaço entre os dentes vai servir de “esconderijo” de muitos restos alimentares, o que pode causar dor e inflamação da gengiva. “Se a inflamação persistir sem tratamento, pode ocorrer perda de osso ao redor do dente e ainda comprometer a permanência dele na arcada”, diz a especialista. 
Diastema e as fases da vida
Na infância, o diastema é bastante comum, sendo presente em quase 80% das crianças. Nessa fase, os dentes separados não comprometem a estética e até dão uma certa graça ao sorriso dos pequeninos. “Além disso, a presença do diastema na dentição de leite ajuda positivamente o alinhamento espontâneo dos dentes frontais superiores permanentes durante a dentição mista”, diz Patrícia. Segundo a especialista, com o passar do tempo, esse diastema regride e fecha-se espontaneamente ao final da dentição mista. 
Já com a dentição totalmente permanente, o diastema pode ser causado pela diferença de tamanho dos dentes que nasceram ou pela falta de alguns deles na arcada. A demora na troca dos dentes de leite por permanentes, por fatores genéticos, hereditários ou ainda hábitos bucais de sucção como chupar o dedo ou chupeta também podem causar a separação dental.

Tratamentos
Como não é possível evitar o diastema, a melhor opção é procurar o tratamento ideal.  Entre as opções estão os aparelhos ortodônticos ou as restaurações estéticas com resina ou cerâmica. No caso dos tratamentos com restaurações é pouco provável que o diastema volte. Porém, no caso do uso do aparelho ortodôntico o acompanhamento de um dentista é fundamental. 

fonte:  http://saude.terra.com.br/

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A relação entre a boca e a postura


Vários estudos têm demonstrado que existe uma íntima relação entre a boca, mais especificamente a forma de posicionar os dentes chamado cientificamente de oclusão dentária, com a postura do indivíduo.
Isso ocorre porque na maior parte das vezes o hábito de fechar a boca incorretamente é causado por alterações na articulação têmporo-mandibular (ATM) ou pela forma de respirar, pois os que respiram pela boca, além de terem dentes mal posicionados possuem uma má postura notória e o problema não está nos dentes em si mas nas estruturas ósseas relacionadas a eles.
Esta alteração é mais evidente na coluna cervical (pescoço) mas como o corpo vai se adaptando, por compensação toda a coluna acaba por ser afetada por esta alteração inicial na cabeça.
A articulação da mandíbula está intimamente ligada a postura pois o seu posicionamento interfere diretamente na postura da cabeça em relação ao corpo e segundo autores, isto deve-se ao processo de evolução do ser humano.
De acordo com esta teoria a má postura corporal pode ser causada pelas alterações do posicionamento da ATM e pelas alterações respiratórias e ao modificá-las torna-se mais fácil corrigir toda a postura do indivíduo. Da mesma forma quem for corrigir a postura corporal deve ter atenção à ATM e a forma do indivíduo respirar para alcançar o sucesso pretendido.

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Adoçantes: implicações para os dentes e a nutrição


O adoçante substitui o açúcar?
O adoçante é considerado um substituto do açúcar em relação ao paladar, no entanto, é preciso esclarecer que, enquanto o açúcar é calórico, os adoçantes podem ou não conter calorias.
Os adoçantes evitam a cárie dental?
O açúcar ou sacarose é o alimento principal das bactérias que provocam cárie. Os adoçantes não são aproveitados por elas da mesma forma; logo, quando há oferta de adoçantes substituindo a sacarose, o número de bactérias diminui. No entanto, é muito importante lembrar que vários fatores atuam em conjunto para provocar a cárie; assim, a prevenção não pode ser direcionada para um único fator. Além disso, a substituição da sacarose por outros tipos de carboidratos mais complexos (menos utilizados pelas bactérias), seria a escolha mais saudável.
Os adoçantes têm contra-indicação para a saúde geral?
Desde que os adoçantes sejam ingeridos dentro da quantidade recomendada (muitos produtos dietéticos possuem em seu rótulo a dose máxima diária), não há problema. Deve-se tomar cuidado com os adoçantes constituídos de álcool poliídrico (sorbitol, xilitol, maltitol), que não devem ultrapassar a dose de 50 g/dia sob risco de provocarem diarréia. Outro fato a ser lembrado é que o aspartame, por ter fenilalanina, é contra-indicado para pacientes fenilcetonúricos (que não conseguem metabolizar a fenilalanina), sendo este distúrbio muito raro na população (1:16.000).
As crianças podem ingerir adoçantes?
Sim, as crianças podem ingerir adoçantes, mas normalmente recomenda-se apenas para aquelas que realmente têm indicação para o seu uso, como as diabéticas e, em algumas situações, as obesas (indicação médica). No entanto, em relação às crianças com risco aumentado para a cárie dental, o ideal é manter um controle na ingestão de sacarose, tanto na freqüência quanto na quantidade, e reforçar os outros meios preventivos.
O açúcar em forma de sacarose faz falta para crianças?
O açúcar é um alimento considerado uma fonte importante de carboidrato de absorção rápida.
Atualmente, têm-se dado maior ênfase à utilização de carboidratos complexos em detrimento dos simples (de absorção rápida), não apenas devido ao aumento da prevalência de obesidade infantil, mas também como uma forma de prevenção de cárie. Portanto, desde que os carboidratos sejam consumidos na quantidade recomendada (55-60% do valor calórico total da dieta), não há necessidade de se consumir especificamente o açúcar, podendo ser ingerido outro tipo de alimento que seja fonte desse nutriente, principalmente os não-processados, como os integrais.
O uso indiscriminado de refrigerantes diet (com adoçante) faz mal à saúde?
Como ocorre com qualquer alimento, o uso indiscriminado dos adoçantes não é indicado, devendo, portanto, haver moderação. Alguns adoçantes sintéticos como aspartame, sacarina, acesulfame-K e sucralose são aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) e, portanto, têm uma regulamentação maior para às doses máximas recomendadas. Os estevosídeos (stévia), apesar de muito utilizados na América do Sul, não são aprovados pelo FDA e, portanto, não têm uma regulamentação específica quanto a doses máximas permitidas. O ciclamato de sódio foi proibido pelo FDA, mas novos estudos comprovaram que a dose tóxica é muito alta, e, por isso, cogita-se a sua reaprovação. Os refrigerantes diet utilizam, em geral, uma mistura de aspartame, sacarina e ciclamato de sódio. A chance de se chegar à dose máxima desses componentes é, praticamente, teórica. Levando-se em conta que os estudos ora aprovam, ora condenam os diversos adoçantes, e tendo em vista que os órgãos controladores seguem os estudos para aprovarem ou não o uso, o mais sensato é utilizar pouco.
E em relação aos chicletes “sugar-free”?
São melhores que os que possuem açúcar, mas deve ser observada a quantidade recomendada. Além disso, o fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem na proteção contra a cárie. Isso vale principalmente para o chiclete com xilitol, pois esse adoçante tem uma ação antibacteriana.
As gestantes podem consumir produtos com adoçantes?
Sim, desde que tenham orientação para a ingestão de uma dieta equilibrada e não utilizem esses produtos em excesso. O aspartame poderia trazer problema no caso de a criança ser fenilcetonúrica, mas esse distúrbio, como dissemos, é muito raro. A sucralose (splenda) é liberada pela FDA para gestantes, pois ela não é absorvida no intestino.

fonte: Portal APCD

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Piercings linguais de aço podem carregar risco adicional


Os piercings linguais não apenas oferecem perigos como dentes lascados e fraturados, danos à gengiva, doença periodontal e problemas com a fala, deglutição e mastigação, mas também podem abrigar biofilme bucal – aumentando os riscos de infecção.

Pesquisadores na Áustria estudaram 85 pessoas com piercings linguais. Após examinar a saúde bucal dos participantes, eles distribuíram aleatoriamente a eles piercings estéreis feitos de quatro diferentes materiais: aço inoxidável, titânio e dois tipos de plástico. Os participantes foram examinados novamente após duas semanas.

Os cientistas verificaram que embora os canais dos piercings dos participantes apresentassem baixas contagens bacterianas, os piercings feitos de aço pareceram promover o desenvolvimento de um biofilme – uma fina camada de micro-organismos que adere à superfície de uma estrutura. Tipos de bactérias associadas com infecções por estafilococos foram encontrados nos piercings de aço e titânio, levando os pesquisadores a concluir que os pinos de metal aumentam os riscos de complicações caso o canal do piercing fique infectado.

A ADA adverte contra os piercings bucais – incluindo aqueles de língua, lábios, bochechas e úvula – pois eles podem interferir na fala, mastigação e deglutição. Eles podem, ainda, causar complicações como salivação excessiva; infecção; dentes lascados ou fraturados; lesões gengivais; sangramento descontrolado; danos às restaurações; danos nervosos; e hipersensibilidade a metais.


 Associação Dental Americana- 2011

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Nível de vitamina D em gestante pode levar bebê a ter mais cáries

Níveis baixos de vitamina D durante a gestação estão associados ao desenvolvimento de cáries em recém-nascidos, relatam pesquisadores.
Os cientistas estudaram 134 gestantes com idade média de 19 anos. Todas forneceram informações sobre seu comportamento relacionado à saúde e nível socioeconômico e realizaram exames de sangue para avaliação dos níveis de vitamina D.
Ao atingirem a idade média de 1 ano, as crianças realizaram exames dentários e as mães preencheram outro questionário sobre fatores de saúde e comportamentais. Aproximadamente um terço das participantes estava deficiente de vitamina D. Além disso, o esmalte dentário de 22% dos recém-nascidos apresentava falhas ou desgaste e 23% tinham cáries.
Após o controle de outros fatores, eles descobriram que quanto menor fosse o nível de vitamina D da mãe, maior era o número de cáries de seus filhos. As falhas do esmalte e os níveis de vitamina D durante o pré-natal eram indicadores independentes de cáries.
Os autores reconhecem que o estudo, que foi publicado no periódico "Pediatrics", possui falhas. O estudo não foi randomizado e sua população era desfavorecida economicamente. Além disso, os pesquisadores não puderam controlar todos os fatores potencialmente associados às cáries.
Todavia, Robert J. Schroth, autor sênior do estudo e professor adjunto da Universidade de Manitoba, afirmou que "talvez esse seja o primeiro passo para a prevenção: garantir nutrição e níveis corretos de vitamina D durante o pré-natal".

Fonte:   Nicholas Bakalar  The New York Times  (http://noticias.uol.com.br/saude)

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